04 novembro 2011

Leite quente: o legítimo pornô curitibano

Do blog http://www.felipearruda.com/blog/
A priori, ‘Leite Quente’ parece ser o melhor título para o primeiro pornô legitimamente curitibano. Além de ambiguamente jocosa no contexto sensual, a frase que melhor descreve o tal sotaque dos pinherais também pode ser usada como bordão durante as transas: “Quer leite quente, guria?”. Tudo phalado, é claro, da forma como se escreve.
Outros regionalismos também podem ser explorados. Caso a produtora decida investir no pornô desviante, por exemplo, pode usar como figura de linguagem o "pão com duas vinas", um dos lanches preferidos das bandas de cá. Caso uma cena seja filmada em ambiente escolar, é necessário fazer repetidas menções à palavra "penal"

Este texto bem poderia ser mais uma crítica gabaritada dos frequentadores do velho Cine Morgenau ao último lançamento da indústria de filmes jaguaras. Mas estamos antes disso. Se você já imaginou como seria um pornô inspirado e ambientado em Curitiba (diálogos marotos não nos faltam com tantos bis, cus, largos e tubos no cardápio), por certo chegou próximo do roteiro desenhado pelo blogueiro Felipe Arruda. O texto na íntegra você confere aqui. Acesse e comente

Vale registrar ainda as sequências possíveis sugeridas pelos leitores...
  • Sexo no Largo
  • Tudo no Tubo
  • Os piá na guria
...e a singela contribuição do blogue
  • Boqueirão profundo
  • Catracando o biarticulado
  • O ganchinho da Augusta

2 comentários:

Anônimo disse...

O assunto não é propriamente ônibus, mas o serviço do 156, isto é, da relação da prefeitura com o "cidadão".

Imagine que habitualmente o ônibus que você pega se atrasa. Trânsito? Mas estamos falando de atrasos grosseiros e não usuais, não os simples atrasos das outras linhas.

Ou senão vejamos: você olha o horário do próximo ônibus, cada um passando (em tese) a cada 20 minutos. Chega no ponto e... ele não vem. Não vem mesmo. E quando chega, por acaso você descobre que aquele é o próximo ônibus e que alguma encrenca burocrática fez o primeiro não passar.

Ok, agora é hora de voltar via Rui Barbosa. Você começa a esperar, sabe que o do horário ainda não passou. Ele começa a demorar. E demorar... até chegar a hora do próximo, e do próximo. Estamos falando agora de mais de 40 minutos de espera e horário suficiente para passar três ônibus. Se é o trânsito, cada um dos três deveria passar atrasado, mas passar, não é mesmo?

Furioso, você pega outro ônibus (que atrasa mas vem). Chega em casa e liga para o 156. Dá para ver bem como não é o trânsito. O trânsito cria atrasos, mas não some com ônibus. Mas depois de quase ouvir do atendente que sua reclamação "não procede" porque você não tem o número do ônibus-problema simplesmente porque ele NÃO PASsOU, ele aceita e faz o protocolo. Em alto e bom tom, diz: "é um dever do cidadão fazer o que o Sr. fez".

Dias depois, chega a resposta:

Órgão: URBANIZAÇÃO DE CURITIBA
RESSALTAMOS QUE ESSES ATRASOS TAMBÉM PODEM OCORRER POR ACIDENTES DE TRÂNSITO, PROBLEMAS MECÂNICOS, CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS, E SE VERIFICADO QUE OCORREM POR FALHA DO OPERADOR OU DA PERMISSIONÁRIA, ESSES SERÃO NOTIFICADOS E MULTADOS DE ACORDO COM O REGULAMENTO DO TRANSPORTE COLETIVO DE CURITIBA.
AGRADECEMOS O CONTATO.

Tenho medo de ter que recorrer à mesma linha. Lei da oferta e da procura, certo? Mas não me diziam que eu era um "cidadão", e portanto serviços públicos não operam com esse princípio?

Rubem Souza disse...

E eu, Cimplesmente um leitor, tenho intereçante sugestão de lema curitibano: TUDO POR UMA VINA TOP DE LINHA, TUDO POR UM PENAL INOVADOR.
e mais... PENAL COMESTÍVEL, DE TRIGO, PARA COLOCAR ATÉ 5 VINAS DENTRO E SABOREÁ-LAS...JUNTO COM O PRÓPRIO PENAL.