25 janeiro 2014

O ultimato da Fifa e o não-legado da Copa do Mundo em Curitiba

Curitibanos acompanharam estarrecidos a bronca pública da Fifa à cidade nesta semana, após visita do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, na Arena da Baixada. O palco dos jogos que Curitiba deve receber como cidade sede da Copa do Mundo no Brasil apresenta o quadro mais preocupante entre todos os estádios brasileiros, com um orçamento atual que supera em 136% a proposta inicial apresentada pelo Clube Atlético Paranaense.

De todas às reações ao ultimato da Fifa – que deu o prazo de 18 de fevereiro para que prefeitura, governo do estado e CAP garantam que será possível realizar os jogos aqui – uma delas chama atenção e pode ser sintetizada em um comentário que recebemos no Ser curitibano: “Mas logo Curitiba?”.

Sim, logo Curitiba. E essa frase, que mistura surpresa e decepção, revela uma triste realidade da Copa do Mundo na capital: o não-legado. Além de não termos conseguido concretizar as obras de infraestrutura prometidas para o mundial, perdemos o troféu de cidade modelo.

Curitiba foi, durante muito tempo, exemplo para outras cidades brasileiras e até do exterior. Os projetos de urbanização e as inovações do transporte coletivo, entre outros, mostraram que é possível aliar crescimento urbano com qualidade de vida, desde que estruturado um sólido planejamento para isso.

E neste ponto, já é possível dizer que Curitiba vai levantar a taça de pior gestão da Copa do Mundo entre todas as cidade sede, título conquistado com louvor pelo nosso trio de ataque prefeitura-governo do estado – clube atlético paranaense.

Os desapropriados do Água Verde já podem fundar o Jardim Irene curitibano pra garantir a homenagem do capitão.

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