21 novembro 2014

Imóveis em Curitiba no imoobiliario.com

Imóveis Curitiba
Imóveis em Curitiba no imoobiliario.com

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25 janeiro 2014

O ultimato da Fifa e o não-legado da Copa do Mundo em Curitiba

Curitibanos acompanharam estarrecidos a bronca pública da Fifa à cidade nesta semana, após visita do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, na Arena da Baixada. O palco dos jogos que Curitiba deve receber como cidade sede da Copa do Mundo no Brasil apresenta o quadro mais preocupante entre todos os estádios brasileiros, com um orçamento atual que supera em 136% a proposta inicial apresentada pelo Clube Atlético Paranaense.

De todas às reações ao ultimato da Fifa – que deu o prazo de 18 de fevereiro para que prefeitura, governo do estado e CAP garantam que será possível realizar os jogos aqui – uma delas chama atenção e pode ser sintetizada em um comentário que recebemos no Ser curitibano: “Mas logo Curitiba?”.

Sim, logo Curitiba. E essa frase, que mistura surpresa e decepção, revela uma triste realidade da Copa do Mundo na capital: o não-legado. Além de não termos conseguido concretizar as obras de infraestrutura prometidas para o mundial, perdemos o troféu de cidade modelo.

Curitiba foi, durante muito tempo, exemplo para outras cidades brasileiras e até do exterior. Os projetos de urbanização e as inovações do transporte coletivo, entre outros, mostraram que é possível aliar crescimento urbano com qualidade de vida, desde que estruturado um sólido planejamento para isso.

E neste ponto, já é possível dizer que Curitiba vai levantar a taça de pior gestão da Copa do Mundo entre todas as cidade sede, título conquistado com louvor pelo nosso trio de ataque prefeitura-governo do estado – clube atlético paranaense.

Os desapropriados do Água Verde já podem fundar o Jardim Irene curitibano pra garantir a homenagem do capitão.

04 abril 2013

Você já atropelou um velho hoje?

Reprodução Band B/Gazeta do Povo/Bem Paraná/Paraná Online

A morte de Benedito Fusco, vítima de atropelamento, na última segunda-feira (1º de abril) chama atenção para uma grave recorrência observada em Curitiba: a morte de idosos em acidentes de trânsito. Fusco foi atingido por um carro enquanto atravessava a Rua Gonçalves Dias, no Batel, e perdeu a vida aos 68 anos de idade. O condutor do veículo, segundo informações da Polícia Militar, não possuía carteira de habilitação.

Uma consulta rápida aos portais de notícia revela uma frequência assustadora de mortes em contextos semelhantes a este, numa coincidência de personagens, cenários e ações igualmente espantosa: José Benedito, 82 anos, atropelado na Avenida Juscelino Kubischek de Oliveira, na Cidade Industrial, após descer de um ônibus; Leocádia de Menezes, 93 anos, atropelada por carro enquanto atravessava a Rua Guilherme Pugsley, no Água Verde; Nivaldo Zotteli, 78 anos, atropelado por moto na Rua João Falarz, Campo Comprido.

Ao olhar para estes casos – e os quatro aqui registrados estão longe de representar a totalidade – é possível supor que a recorrência deste tipo de acidente esteja ligada ao aspecto comportamental das vítimas. Há 20, 30, 40 anos, o volume de veículos em trânsito nas ruas, a quantidade dos chamados pontos cegos e o próprio hábito de andar a pé não encontram comparativos com a configuração das grandes cidades hoje em dia. O modo como nós, pedestres, usufruímos da cidade modifica-se a cada dia.

O idoso como fator de risco, que é observado nessa questão, se assemelha a outra realidade relacionada à mortalidade de pessoas com mais de 65 anos: a Aids. Na última década, a incidência do HIV em idosos brasileiros dobrou. Segundo especialistas, a resistência quanto ao uso de preservativos é uma das principais causas associadas à propagação de vírus entre os mais velhos. Nos dois casos, problemas da atualidade atingem especialmente àqueles que tiveram seus hábitos construídos ontem.

A diferença fundamental, contudo, está no nosso comportamento. Comportamento dos filhos, netos e bisnetos dessas pessoas. “Atropelar idosos” tem um sentido literal quando se fala em morte de pedestres vítimas de colisões. Mas não é só isso. Atropelamos um idoso toda vez que ameaçamos arrancar o carro quando o sinal fica verde e aquele velho insiste em atravessar a faixa devagar. Passamos por cima de uma idosa quando suas mãos trêmulas demoram a pegar um ticket de estacionamento e a nossa buzina começa a gritar. Atropelamos um idoso – mas só por cinco minutinhos – quando estacionamos o carro na vaga exclusiva.

Modificar essa realidade é tarefa das mais complexas. Não à toa o público idoso figura entre as prioridades do Vida no Trânsito, projeto executado em Curitiba pela Setran que integra uma ação global da Organização Mundial de Saúde (OMS). A redução dos índices de mortes no trânsito envolvendo idosos demanda investimentos públicos na estrutura das cidades. Integram esse investimento o desenvolvimento de calçadas seguras, mais faixas e passarelas para pedestres, sinaleiros com tempo de passagem adequada e mesmo a descentralização da oferta de serviços, de modo que as pessoas não precisem se deslocar tanto dentro da cidade e possam suprir suas necessidades de consumo, trabalho e lazer nos bairros.

Nada disso, porém, será suficiente se o comportamento seguro no trânsito não for incorporado em nossas ações. Passa por nós a responsabilidade de zelar pelos idosos, entendendo suas limitações e lembrando-se de toda a contribuição que já deram à sociedade. Afinal, seremos também atropelados. E atropelados por quem costuma ser ainda mais fatal do que qualquer veículo: o tempo.

26 março 2013

Uma notícia para crer na juventude. E desacreditar o poder público.




*Update às 19h25 de 27/mar

Após nossa postagem sobre a situação do Aplicativo Busão Curitiba (veja abaixo), a Urbs entrou em contato com representante do projeto e uma reunião foi marcada para a manhã desta quinta-feira (28). Um diretor da autarquia contatou os responsáveis pelo "Busão" explicando os motivos que levaram à quebra da comunicação entre os servidores da Urbs e do aplicativo, o que acabou por limitar sua funcionalidade “ônibus em tempo real”.

De acordo com Diego Trevisan, programador iOS do aplicativo, a explicação da Urbs é que o alto volume de acessos ocasionou a queda do servidor da empresa e que, todo modo, é necessário entrar com um pedido formal de acesso ao sistema de geolocalização dos ônibus, o que não havia sido feito pelo "Busão". A empresa, com isso, nega haver bloqueado propositalmente o acesso do aplicativo às informações de seu sistema.

Tentamos contato com a assessoria de comunicação da Urbs nesta tarde, sem sucesso. Continuaremos acompanhando essa história até que tudo seja inteiramente resolvido.

***


Cinco jovens, durante cinco meses, dedicaram parte de seu tempo livre ao desenvolvimento de um aplicativo para facilitar a vida dos usuários de ônibus de Curitiba. É simples, porém fantástico: do seu celular, aonde quer que você esteja, é possível saber quais os pontos de ônibus próximos, quais linhas passam por ele e – o melhor de tudo – a localização em tempo real dos ônibus.

O aplicativo Busão Curitiba, gratuito, foi disponibilizado ontem para download nas versões Android e iOS. Hoje, mais de 400 usuários já haviam instalado o aplicativo. Útil, funcional e gratuito. Excelente, não? Não para a Urbs. Após tomar conhecimento do aplicativo, a Urbs simplesmente retirou do ar o sistema utilizado pela Busão Curitiba para mapear a localização dos ônibus. “Não sabemos por que eles fizeram isso, mas vamos tentar contato com a Urbs para entender como podemos chegar numa solução”, afirma Diego Trevisan, um dos desenvolvedores responsáveis pelo projeto, em entrevista ao Curitibanice.

Fazemos um apelo à Urbs, especialmente ao seu presidente, professor Roberto Gregório que certamente já teve em sua sala de aula jovens empreendedores como os deste grupo, para que prevaleçam o bom senso e o interesse público. Uma resposta sobre o motivo deste boicote é o mínimo que se espera da instituição responsável por gerir aquele que é considerado o melhor sistema de transporte público do Brasil.

Saiba mais sobre o aplicativo em http://busaocuritiba.com/
Curta a fanpage do Aplicativo Busão Ctba em https://www.facebook.com/appbusaocuritiba

27 fevereiro 2013

A polêmica sobre uso dos espaços públicos em Curitiba

Foto: Thiago Fernandes

A Gazeta do Povo publicou na edição desta quarta-feira (27) reportagem sobre pedido de moradores e comerciantes do São Francisco para alteração do local de realização da Quadra Cultural, evento gratuito organizado e realizado há cinco anos pelo proprietário d’O Torto Bar, Arlindo Ventura, o Magrão. De acordo com a reportagem, os reclamantes apontam o barulho e a sujeira, além de supostas pichações nos prédios vizinhos apresentadas após o evento, como justificativas do seu pleito. Importante a leitura na íntegra do texto por todos nós, moradores da cidade, mas faço aqui destaque a alguns pontos da reportagem que suscitaram algumas dúvidas:

“De acordo com os moradores que organizaram o abaixo-assinado, foram coletadas cerca de 130 assinaturas, incluindo pessoas que moram e trabalham na região”
Não tenho conhecimento sobre o Direito, mas aqui observa-se a mesma questão já apresentada na polêmica sobre a Pedreira Paulo Leminski: o interesse individual X interesse coletivo. A organização da Quadra Cultural estima a participação de 7 mil pessoas nesta edição do evento. Quem, assim como eu, passou por lá durante qualquer horário do dia viu jovens, idosos, crianças e famílias que viram na Quadra um ambiente seguro e confortável para passar um sábado de lazer. A disparidade entre o número de reclamantes e o número de pessoas que usufruíram do evento – muitos dos quais também moradores e comerciantes vizinhos - já salta aos olhos por si só, mas torna-se ainda mais duvidosa quando se analisa a seguinte informação:

“Proprietária de uma padaria na Rua Carlos Cavalcanti, Andrea Engelhardt reconhece que assinou o documento achando se tratar de um movimento contra a pichação. “Assinei achando que era outra coisa. Eu até acho que, nesse movimento de revitalização da região, a Quadra Cultural só acrescenta. E como é um evento que ocorre só uma vez ao ano, não incomoda tanto”, diz.”
Não cabe aqui suspeitar a idoneidade dos responsáveis pelo abaixo-assinado, mas não se pode negar que a legitimidade deste documento é colocada em questão quando a proprietária de um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade, vizinha à esquina da Paula Gomes com a Duque de Caxias, afirma ter assinado o pedido achando se tratar de outro motivo. Mais do que isso, há a informação de que o abaixo-assinado ficou disponibilizado nesta mesma padaria para que os clientes pudessem também assiná-lo, o que aumenta a preocupação em torno do número fiel de pessoas realmente incomodadas com evento. No mínimo, cabe aos órgãos que acolheram o pedido a tarefa de averigurar entre os 130 reclamantes quem, de fato, endossa seu conteúdo.

“A Quadra Cultural é um patrimônio da cidade e precisa ser mantida. Mas entendemos que as reivindicações dos moradores são legítimas. Se trata de um evento privado que causa impacto na região. Vamos trabalhar para chegar numa solução com consenso”, afirma o presidente da Fundação Cultural, Marcos Cordiolli.
Aqui o ponto que mais chama atenção. Ao que consta, este foi o primeiro ano em que a Prefeitura de Curitiba, por meio da Fundação Cultural, apoia oficialmente a Quadra Cultural. Penso que avaliar o evento de rua que, como sabe-se, promove atividades culturais gratuitas no intento de resgatar o brilho do São Francisco, como uma ação privada é uma interpretação menor sobre o que é acesso à cultura, tão mais preocupante quando vinda do órgão máximo da Cultura na cidade. No mais, creio que o papel da Prefeitura e da Fundação Cultural deva contemplar, para além da estampa de suas marcas nos materiais de divulgação do evento, o provimento do diálogo com a comunidade do entorno, bem como garantia de segurança aos frenquentadores.

Todo tipo de intervenção urbana causa impacto, seja motivada pela promoção da cultura, por obras de infraestrutura ou, como temos observado mais recentemente, até mesmo para receber evento esportivo do porte da Copa do Mundo. Como morador, penso que devemos avaliar na totalidade da comunidade em que medida esses impactos interferem a rotina dos indivíduos e o ir e vir dos moradores. Se aguentamos o barulho das escavadeiras para construção de um shopping, se suportamos as limitações do trânsito para correção de asfalto das ruas e se entendemos que é preciso sair ainda mais cedo para pegar a Avenida das Torres enquanto ela não recebe seu viaduto estaiado, por que não podemos aguentar um dia, o único em um ano inteiro, o dito impacto pela promoção da cultura de forma segura, organizada e disponível a todos – sem distinção?

04 novembro 2011

Leite quente: o legítimo pornô curitibano

Do blog http://www.felipearruda.com/blog/
A priori, ‘Leite Quente’ parece ser o melhor título para o primeiro pornô legitimamente curitibano. Além de ambiguamente jocosa no contexto sensual, a frase que melhor descreve o tal sotaque dos pinherais também pode ser usada como bordão durante as transas: “Quer leite quente, guria?”. Tudo phalado, é claro, da forma como se escreve.
Outros regionalismos também podem ser explorados. Caso a produtora decida investir no pornô desviante, por exemplo, pode usar como figura de linguagem o "pão com duas vinas", um dos lanches preferidos das bandas de cá. Caso uma cena seja filmada em ambiente escolar, é necessário fazer repetidas menções à palavra "penal"

Este texto bem poderia ser mais uma crítica gabaritada dos frequentadores do velho Cine Morgenau ao último lançamento da indústria de filmes jaguaras. Mas estamos antes disso. Se você já imaginou como seria um pornô inspirado e ambientado em Curitiba (diálogos marotos não nos faltam com tantos bis, cus, largos e tubos no cardápio), por certo chegou próximo do roteiro desenhado pelo blogueiro Felipe Arruda. O texto na íntegra você confere aqui. Acesse e comente

Vale registrar ainda as sequências possíveis sugeridas pelos leitores...
  • Sexo no Largo
  • Tudo no Tubo
  • Os piá na guria
...e a singela contribuição do blogue
  • Boqueirão profundo
  • Catracando o biarticulado
  • O ganchinho da Augusta

23 outubro 2011

Os homens por trás das placas de rua


Houve um tempo em que o nome de uma rua era escolhido pela relevância do homenageado e não pelo interesse político dos vereadores, responsáveis por indicar o logradouro de novas ruas. Nessa lista, publicada na edição de 23 de outubro da Gazeta do Povo, o jornalista Cid Destefani apresenta quem sãos os homens por trás das placas azuis das ruas de Curitiba.

Abilon de Souza Naves
Mineiro de Uberaba, nascido em outubro de 1905. Fez carreira política no PTB do Paraná. Foi secretário do Trabalho e Assistência Social do governo de Bento Munhoz da Rocha; presidente da Caixa Econômica Federal; presidente do IPASE no governo de Getúlio Vargas; diretor da Carteira Agrícola do Banco do Brasil no governo JK; e eleito senador em 1958 pelo PTB. Faleceu durante um jantar em sua homenagem, quando candidato ao governo do Paraná em 1960. Morreu com 54 anos de idade.

Antonio Alves de Araújo
O Comendador Araújo, nasceu em Morretes, em novembro de 1803. Seu estudo superior foi completado na Alemanha, onde se formou em Leis. No seu regresso tornou-se industrial da erva-mate e militou na política em Antonina, onde vivia. Como vice-presidente da província, assumiu o governo por duas vezes. Em 1885, mudou-se para Curitiba. Faleceu em 1887. A rua que leva seu nome anteriormente chamava-se Rua do Mato Grosso.

Dario Vellozo
O professor Dario Persiano de Castro Vellozo nasceu no Rio de Janeiro, em novembro de 1869. Veio morar em Curitiba, em 1885. Trabalhou como tipógrafo nas oficinas do jornal 19 de Dezembro e exerceu diversos cargos públicos. Sob concurso, tornou-se professor de História e Pedagogia; foi maçom e anticlerical. Fundou em 1909 o Instituto Neo-Pitagórico em sua chácara denominada Retiro Saudoso, na Vila Izabel. Poeta e prosador e jornalista polêmico. Morreu em setembro de 1937.

Emiliano Pernetta
Nascido em Curitiba em janeiro de 1866. Antimonarquista, formou-se em Direito em São Paulo, justamente quando foi proclamada a República. Foi para o Rio de Janeiro, onde exerceu a função de jornalista, iniciando então a publicar suas poesias. Chegou a ser nomeado promotor público no interior de Minas Gerais. Retornou ao Paraná em 1902, onde virou professor. Publicou várias obras poéticas, o que lhe rendeu a homenagem prestada por intelectuais paranaenses na Ilha da Ilusão, no Passeio Público, quando foi coroado Príncipe dos Poetas, em grandiosa festa. Faleceu em janeiro de 1921. A rua que leva seu nome também se chamou Rua da Entrada e Rua do Aquidaban.

João Turin
João Zanin Turin nasceu em Porto de Cima, em setembro de 1875. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Mariano de Lima, em Curitiba; ganhou, em 1906, uma bolsa de do governo do estado para estudar Escultura em Bruxelas, onde como aluno obteve vários prêmios. No Salão de Paris foi premiado com a escultura “O Exílio”, figura com dois metros de altura que está na prefeitura de Bruxelas. Durante a Primeira Guerra Mundial, residiu em Paris. Várias de suas obras estão na capital da França. No retorno para Curitiba teve uma vasta produção artística com suas esculturas ornamentando praças, tanto da capital como do interior do estado. Faleceu em junho de 1949. Na foto feita por Badaró Braga, vêmo-lo trabalhando no busto do Barão do Serro Azul. A Travessa João Turin, no Batel, anteriormente teve o nome de Travessa Borghetto.

Presidente Taunay
Alfredo D’Escragnolle Taunay nasceu no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1843. Foi engenheiro militar e bacharel em Matemática e Ciências Físicas; exerceu o cargo de professor. Na política, foi vereador, deputado e senador. Governou as províncias de Santa Catarina e também a do Paraná. Aqui inaugurou o Passeio Público de Curitiba, no dia 2 de maio de 1886. Dentre as diversas obras publicadas, destacam-se "As Curiosidades Naturais do Paraná" e o épico sobre a Guerra do Paraguai "A Retirada de Laguna", ocorrida no Mato Grosso. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Assumiu o governo provincial do Paraná, em 29 de setembro de 1885, e o deixou no dia 3 de maio do ano seguinte. Morreu no Rio de Janeiro, em janeiro de 1899.

Dr. Muricy
José Cândido da Silva Muricy nasceu em Salvador, na Bahia, em dezembro de 1827. Veio para Curitiba na função de médico-cirurgião do Exército, exerceu clínica médica civil; chegou a ser deputado provincial. Foi fundador da Santa Casa de Misericórdia e cofundador do Museu Paranaense. Grande estudioso de Botânica, procurou saber as qualidades medicinais de várias espécies da flora paranaense. Recebeu diversas honrarias, tanto do governo brasileiro como também de Portugal. Foi um dos membros da comissão de obras da nova Matriz de Curitiba, a atual Catedral Basílica. O Dr. Muricy faleceu em março de 1879. A alameda que leva seu nome também já foi denominada Rua do Jogo da Bola e Rua da Assembleia.

Monsenhor Celso
Celso Itiberê da Cunha nasceu em Paranaguá, em setembro de 1849. Aos 19 anos de idade, entrou para o Seminário Episcopal de São Paulo, onde se formou padre. Em setembro de 1873, rezou a primeira missa na antiga Matriz de Curitiba. Foi vigário de Cerro Azul, atendendo ainda as igrejas de Assungui, Apiaí, Ribeira e Ipiranga. Em 1901, vem para Curitiba como cura da Catedral. O cativante padre Celso, com seus fiéis o conheciam, era solicitado para casamentos e batizados e em cujas festas tomava parte. Seu carisma era tão forte que quando faleceu, em junho de 1930, as casas comerciais da cidade inteira cerraram as portas durante o funeral. A Rua Monsenhor Celso teve anteriormente os seguintes nomes: Ladeira do Pelourinho, Travessa da Matriz e Rua 1º de Março. Esse último, em lembrança ao dia que terminou a Guerra do Paraguai.

Nilo Cairo
Nilo Cairo da Silva nasceu em Paranaguá, em novembro de 1874, onde fez os primeiros estudos. Em 1891, entrou para a Escola Militar no Rio de Janeiro e na carreira militar chegou a capitão. Pela Faculdade de Medicina do Rio, foi diplomado médico em 1903, optando pela clínica homeopática. Junto com outros companheiros, fundou em 1912 a Universidade do Paraná, concretizando assim o antigo sonho de Rocha Pombo. Publicou diversas obras ligadas à Botânica, assim como uma sobre a cobra cascavel. Nilo Cairo morreu em junho de 1928.

Rocha Pombo
José Francisco da Rocha Pombo nasceu em Morretes, em dezembro de 1857. Estudou na cidade natal e já aos 18 anos era professor em escola pública na localidade do Anhaia. Foi ainda jornalista e escritor. Em Curitiba, foi o primeiro a propor que aqui se criasse a Universidade do Paraná, ideia que se concretizou anos depois. No Rio de Janeiro, esteve ao lado da abolição e da criação da República. Como historiador, concretizou diversas publicações, sendo a de maior fôlego, a maior e mais completa no gênero, a História do Brasil, editada em dez possantes volumes. Faleceu o maior historiador nacional em junho de 1933, no Rio de Janeiro.